sábado, 2 de março de 2019

Sites de notícias portugueses confundem deliberadamente visitantes para recolher dados

Já era sabido que poucas coisas boas podiam advir da adopção do Nonio pelos grupos editoriais nacionais, mas pelo menos podiam disfarçar um pouco melhor a sua completa falta de respeito pelos visitantes, deliberadamente confundindo e dificultando as opções referentes à privacidade e tracking.

É triste ver os sites nacionais de notícias recorrerem ao que é designado por "dark patterns" para baralhar e manipular os visitantes que se dêem ao trabalho de querer ajustar o tipo de dados que são recolhidos e a utilização que lhes é dada.

Foi um dos nossos leitores que se sentiu indignado com a situação, quando foi confrontado com os botões de desligar as permissão que são desenhados para confundir. Como ele próprio refere: "Os utilizadores ficam sem perceber se estão a desligar ou a ligar a permissão. Quando clicamos em 'desligar' a permissão é ligada e vice-versa. Mesmo as cores dos botões foram escolhidas para induzir em erro."

Também dispostos a vencer a batalha pelo "cansaço", os sites de notícias nacionais disponibilizam um botão de "aceitar tudo" quando se trata de dar acesso aos parceiros, mas quem os quiser desactivar terá que gastar o botão do seu rato a fazer mais de 150 cliques para os desactivar, um por um!



O caso torna-se ainda mais gritante quanto, olhando-se para empresa que forneceu esta tecnologia - a Quantacast - vemos no seu site exemplos de implementação que têm estes aspectos correctamente considerados, com indicações claras, tanto a nível visual e de cores, como o botão adicional que, para além de "aceitar tudo" também permite "rejeitar tudo", e que misteriosamente desapareceu da implementação nos sites de notícias nacionais como o CM, Jornal de Negócios, Destak, e muitos outros.

Depois admiram-se que a maioria dos utilizadores recorra a ad-blockers e bloqueio dos cookies e do tracking...


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Adeus mamografia: vêm aí os testes ao sangue para detetar o cancro da mama

Nos últimos tempos, vários centros de investigação estão na corrida para criar testes ao sangue para detetar marcadores de cancro da mama antes de este ser visível na mamografia. A Universidade de Heidelberg anuncia ter um teste pronto para entrar no mercado ainda em 2019.

Esta técnica é muito menos penosa para as mulheres. Não dói nem implica exposição à radiação."

Sarah Schott, do Hospital Universitário de Heidelberg, na Alemanha, está convicta de que o teste que a sua equipa desenvolveu estará disponível no mercado ainda este ano e poderá com grande vantagem substituir a mamografia na deteção do cancro da mama, pelo menos nas mulheres com menos de 50 anos.



Descrito pelos investigadores como "uma biopsia líquida" e "não invasiva", o teste, intitulado HeiScreen, já detetou 15 tipos diferentes de células de cancro da mama e tem ainda a vantagem de identificar o cancro antes de este ser visível através das técnicas de raios X ou ecografia. É também mais económico, requerendo apenas alguns mililitros de sangue e podendo ser feito em qualquer laboratório.

Ainda de acordo com o Hospital Universitário de Heidelberg, o teste é particularmente adequado a mulheres abaixo dos 50 e para aquelas que têm um historial familiar de cancro da mama. O nível de fiabilidade do HeiScreen para mulheres abaixo dos 50 é de 86%, bastante mais elevado que o de outro teste similar ao sangue já existente, o CancerSEEK, que apresenta apenas 70% de sucesso na deteção do cancro. Em mulheres acima dos 50, a fiabilidade do HeiScreen desce para 60%.

Para desenvolver o teste, que também deteta novas metástases de cancros em recidiva, mais de 900 mulheres foram testadas ao longo de um ano, 500 das quais com cancro da mama.


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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Momo Challenge – o desafio mortal e cada vez mais popular no WhatsApp e YouTube

O Momo Challenge está de volta e os pais têm sérios motivos para estarem preocupados. Em primeiro lugar, o Momo é esta escultura que podemos observar em seguida, tendo origem no Japão e no seu vastíssimo folclore e lendas urbanas. Contudo, esta mesma escultura está a ser utilizada para a incitação ao suicídio. Em seguida vamos perceber em que consiste o mais recente desafio viral no YouTube e no WhatsApp.

O alerta é sério. Se vir esta imagem no smartphone ou computador do seu filho, tome imediatamente precauções!



Carateriza-se pelas chamadas foras de horas, por vezes durante a madrugada. Presente em vários vídeos arrepiantes, partilhados na plataforma YouTube e no WhatsApp. Assim que estabelecem contacto e conseguem a atenção do utilizador, começam as mensagens de apologia ao suicídio. Entretanto, já houve uma morte.
O Momo Challenge já vitimou uma criança de 12 anos

A ocorrência teve lugar em Buenos Aires, Argentina e já está a ser investigada. Neste momento, as autoridades acreditam que a criança de 12 anos tenha sido incentivada a tirar a sua própria vida. O método escolhido foi o enforcamento numa árvore, segundo consta, para completar o Momo Challenge.

Não é apenas mais uma brincadeira da Internet. É uma séria tentativa de fazer mal aos seus filhos e, para tal, utilizam métodos horripilantes. Explorando os hábitos das suas potenciais vítimas, o Momo Challenge espalha-se dentro de vídeos do YouTube e através do WhatsApp. Assim, o smartphone ou computador do seu filho, ou filha pode ser uma ameaça.


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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

O estudante de doutoramento considera a sua descoberta como “promissora” por ser preparada através de “metodologias simples”.

É português e estuda em Coimbra. César Cavalcante Filho é o nome do aluno que está a ser reconhecido por um projeto inovador que visa criar um produto que consegue limpar o petróleo do mar, segundo noticia o “Jornal Económico”. Uma descoberta que poderá ajudar a recuperar ecossistemas marinhos danificados por poluição.

Estudante de Química, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), César Filho explica que o projeto desenvolvido no âmbito do doutoramento que está a fazer, assenta no “desenvolvimento de um conjunto de géis com uma elevada capacidade de remediação de ambientes contaminados com petróleo”.

 



Um projeto que, por exemplo, poderia fazer com que a crise petrolífera da BP em 2010 não tivesse causado a morte de tantos seres marinhos e aves. Além de ser inovadora, esta solução apresenta-se com um custo relativamente baixo, que permite recuperar ambientes que tenham sido contaminados com hidrocarbonetos, que estão presentes no petróleo.

O investigador da FCTUC diz que optou por desenvolver um sistema polimérico em formato de gel porque estes conseguem ter um custo bastante reduzido, ainda que sejam criados com constituintes de origem natural e animal. César Filho utilizou no seu projeto uma substância designada quitosano, que pode ser encontrado nas carapaças de crustáceos como camarões, lagostas e caranguejos, e usou ainda pectina, uma fibra solúvel que pode ser extraída através de cascas de frutas cítricas, de maçãs e ainda através de batatas, tomates e beterrabas.

O estudante de doutoramento considera a sua descoberta como “promissora” por ser preparada através de “metodologias simples”. Os géis foram criados pela primeira vez a quatro mãos, sendo que César Filho teve a ajuda e supervisão do professor Artur Valente, do departamento de Química da FCTUC....



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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Estudo liderado por português descobre quase duas mil bactérias nos intestinos até agora desconhecidas

No intestino vivem milhares de bactérias. Agora foram identificadas mais 1952 bactérias. Este foi o resultado de uma investigação conduzida no Instituto Europeu de Bioinformática do Laboratório Europeu de Biologia Molecular e no Instituto Wellcome Sanger (ambos no Reino Unido), tendo o investigador português Alexandre Almeida como primeiro autor. A equipa analisou as bactérias intestinais de indivíduos de várias partes do mundo com o objetivo de criar um mapa das espécies bacterianas do microbioma intestinal humano – conjunto de bactérias presentes nos intestinos.

“Das 1952 bactérias, conseguimos atribuir 98% e 94%, respetivamente, ao filo e à classe, e 91% a uma ordem conhecida. Curiosamente, 26% não foram atribuídas a uma família e quase metade (40%) não foram classificadas com um género conhecido”, explicita o artigo científico sobre o trabalho publicado na revista Nature. Estes resultados mostram que uma percentagem significativa destes microorganismos ainda desconhecidos pode pertencer a novas famílias e novos géneros, acrescenta o artigo.



“Conhecendo todas as espécies pertencentes ao microbioma intestinal, podemos fazer estudos com muito mais precisão. Se certas bactérias (até agora por identificar) estão associadas a determinadas doenças, temos agora um mapa (uma referência) que podemos usar para as identificar”, explica Alexandre Almeida, mestre em genética forense pela Universidade do Porto e que agora está no Instituto Europeu de Bioinformática........


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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Bailarino português de 12 anos conquista primeiro lugar em concurso internacional

Aluno pertence à Escola de Dança do Conservatório Nacional (EDCN) de Lisboa.

O bailarino portguês, Martinho Santos, de apenas 12 anos, conquistou o primeiro lugar na categoria de solos no concurso do festival internacional Tanzolymp 2019 - que decorreu em Berlim, na Alemanha, de 14 a 18 de fevereiro -, anunciou hoje, quinta-feira, a Escola de Dança do Conservatório Nacional (EDCN), em Lisboa.



Martinho Santos venceu o concurso na categoria de solos do segundo escalão do festival.

De acordo com a EDCN, o Tanzolymp é uma competição internacional de dança para jovens que se encontram a estudar em escolas privadas e públicas e divide-se em seis categorias: dança clássica e neoclássica, dança moderna/contemporânea, folclore, jazz pop e sapateado.


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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Medicamento que previne o VIH já está disponível nos hospitais


Avaliação do Infarmed conclui que grupos que mais poderão beneficiar do medicamento são os homens que fazem sexo com homens e casais em que um dos elementos é seropositivo.

Está dado o passo que faltava para que o medicamento que previne o VIH (incluindo o genérico) esteja disponível nos hospitais. O Infarmed publicou na quarta-feira a avaliação prévia que permitirá a dispensa hospitalar destes comprimidos que combinam duas substâncias. 




No documento com data de 8 de Fevereiro, o Infarmed reconhece que “existe interesse público" em utilizar o medicamento em causa como profilaxia pré-exposição (PrEP, na sigla inglesa). A PrEP consiste na toma diária de um comprimido que também é utilizado em pacientes que já estão infectados com VIH. Destina-se a reduzir as hipóteses de alguém que não está infectado, mas que está sujeito a um alto risco de infecção, poder contrair o vírus em caso de exposição ao mesmo.

A avaliação do Infarmed, que se foca em aferir a relação custo-benefício da disponibilização do medicamento a um determinado grupo, identifica duas subpopulações: casais em que um dos elementos é seropositivo e homens que fazem sexo com homens e que desconhecem se os parceiros estão infectados.

De fora ficam os utilizadores de drogas injectáveis, e mulheres que, por exemplo, têm relações sexuais sem o uso consistente do preservativo. Ambos os grupos tinham sido identificados numa norma de orientação clínica de 2017, da Direcção-Geral da Saúde (DGS) como fazendo parte daqueles que “devem ser referenciados a consulta de especialidade hospitalar”. Apesar de não serem referidos na avaliação do Infarmed, a prescrição poderá ser feita na mesma.



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